"Sabe, eu nunca pensei em te dizer isso. Na verdade, eu
nunca pensei em dizer isso a ninguém. Merda! Eu pensei sim só que cheguei à
conclusão de que seria mais fácil escrever uma carta. Enfim, eu te amo. E pior:
amo tudo que aumenta essa tua perfeição. Eu amo o jeito que seus olhos brilham
quando a luz do Sol bate em você. Eu amo o jeito que você fica quando escuta
quando ouve a sua música preferida tocando na rua mais movimentada da cidade.
Eu amo o jeito que a sua letra sai quando você fica nervosa. Eu amo a sua voz
desafinada cantando aquela música engraçada. Sabe, eu não deveria te amar. Sou
tão desobediente e lerdo que não percebo que a cada minuto eu me prejudico mais
e mais. E se percebo e não tento te esquecer é porque eu gosto de te amar e
sofrer. Mesmo que você nunca perceba, mesmo que você me odeie, mesmo que eu
desista de pensar e sonhar, eu vou te amar. Parece que você queria algo mais,
não é? Bem, me desculpe por não te dar o que você queria. Só lhe peço uma
coisa: não me ame. Deixe que eu sofra em paz sem receber nada em troca. É só.
Mentira, tem mais. Mentira, não tem.
PS:. Eu te amo tanto que vou me calar
antes que meu coração sai do meu peito e grite as 3 palavras que mais me fazem
pensar."

Rafaela. 14 anos. Leonina. Pavio curto. Fã do AC/DC e dos Beatles. Escreve quando está com inspiração. Adora chocolate e sorvete. Tem medo de prédios muito altos, mas sem quis saber a sensação de se jogar de um.