Eu li, reli, pensei, sonhei e amei. Machado de Assis nunca me fez tão feliz. A história de Capitu e Bentinho é espetacular. Lhe prende e lhe apaixona. E, ao final, o autor deixa uma indagação: Capitu traiu ou não? Olha, eu sei que você não me perguntou, mas eu acredito que não. Bentinho estava com uma saudade excessiva do amigo que morrera e por isso acreditou ver a imagem do amigo no rosto do filho. Não, não era ciúmes. Os
homens não sentem ciúmes, sentem um medo idiota de perder a mulher que
conquistou. E isso acontecia com Bentinho.Uma das frases mais marcantes do livro é a descrição dos belos olhos de Capitu. Os olhos de cigana oblíqua e dissimulada, olhos de ressaca. Enfim, vale a pena ler.Há também algumas adaptações, sendo que a minha preferida é a minissérie do Plin Plin: Capitu. Dividida em 5 capítulos, a série tem um cenário bem incomum: as cenas foram gravadas em lugares públicos do Brasil, mas os trajes condizem com a época. E a trilha? O que dizer da perfeição? Espie: tem um pouco do rock antigo, como Black Sabbath e Jimi Hendrix. Tem também músicas calmas como Elephant Gun do Beirut. E claro que não podia faltar músicas brasileiras!
Cena da minissérie
Tema de Bentinho (aparentemente corno) e Capitu
Rafaela. 14 anos. Leonina. Pavio curto. Fã do AC/DC e dos Beatles. Escreve quando está com inspiração. Adora chocolate e sorvete. Tem medo de prédios muito altos, mas sem quis saber a sensação de se jogar de um.