Era uma vez, num reino bem distante e influente, um
unicórnio. Na verdade, uma girafa. Bem, uma mutação dessas duas espécies. Seu
nome era Lafayette. Ele (?) vivia num lugar ruim que era governado por um casal
caquético e muquirana. Seus nomes eram Totonha e Carmine. Lafayette os odiava.
O motivo? A proibição do amor entre as espécies. Mas quem o nosso querido amigo
amava? Eu sei. Seu nome era Josephine. Ela era neta desse casal escroto que
governava o pobre reino. O incrível é que ela também odiava os avós. Ela também
amava Lafayette Outro motivo? O desleixo para com os cidadãos que passavam fome
e sempre estavam doentes. E então ela tomou uma decisão. Resolveu fazer uma
rebelião contra eles. No último domingo de lua cheia, eles atacariam o palácio.
Na manhã desse dia, ela juntou os cidadãos e foi até o castelo. Enquanto ela e
os cidadãos do reino lutavam contra os guardas, Lafayette foi acertar as contas
com a Totonha e Carmine. Chegando lá, ele descobriu que Totonha tinha poderes
mágicos. Quando a véia virou-se, ela conjurou um feitiço que o transformava num
humano roxo que soltava fogo pela boca. Totonha logo se arrependeu de seu ato. Lafayette
logo pegou a espada encostada atrás da porta e começou a lutar. Totonha revidou
várias vezes, mas logo foi machucada com a espada de bronze. De seu peito
jorrou sangue até quase inundar a sala. Não foi só o dela, o de Lafayette
misturou-se com o dela logo depois de um golpe mortal de Carmine. O muquirana
morreu logo depois de encostar a mão num fio eletricidade. Não demorou muito
para cair morto. Também não demorou muito para que Josephine entrasse a procura
de seu amado. Ao ver a cena tenebrosa, ela pegou a espada e a levou ao peito.
Essa foi a tentativa de reencontrar seu amado no purgatório. Acredito que ela
conseguiu. Josephine sempre foi persistente.
Em memória dos heróis que libertaram seu lar, os cidadãos
esculpiram uma estátuas dos dois. Não durou muito tempo, pois logo depois
aconteceu uma guerra que exterminou a vida que habitava aquele lugar. Foi triste,
mas foi necessário. A dor sempre precisa ser sentida. Seja com um machucado no
joelho, ou com qualquer outra coisa. O mesmo com a tristeza. Você pode não
sentir tristeza em abandonar uma pedra que trouxe até em casa, mas vai sentir
tristeza com qualquer outra coisa.
Rafaela. 14 anos. Leonina. Pavio curto. Fã do AC/DC e dos Beatles. Escreve quando está com inspiração. Adora chocolate e sorvete. Tem medo de prédios muito altos, mas sem quis saber a sensação de se jogar de um.
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