“- O que foi? – eu perguntei em quanto ele olhava fixamente
para mim.
- Eu te amo – respondeu simplesmente.
- É eu sei.
- Então por que você não me ama de volta?
- Quem disse que eu não amo você?
- Acho que todos ao meu redor.
- Acho esses todos estão errados.
- Prove com o que você pode.
Eu respirei fundo sussurrei tudo o que eu sempre quis
gritar.
- Eu te amo como um esquilo ama a noz inalcançável. Preciso
de você assim como as flores precisam da água e da luz do Sol. Eu preciso do
brilho dos teus olhos para me lembrar da cor do céu sem nuvens. Preciso do
calor do teu abraço para me sentir protegida dos problemas do mundo. Eu preciso
de você assim como um bebê recém-nascido precisa do leite materno. Preciso de
você assim como um peixinho precisa da água. Eu te amo assim como um cachorro
ama o dono que o tirou da rua. Eu realmente te amo.
- Onde você achou isso? No Google? Com certeza. Acabou de
decorar não é? Vamos, me diga de onde você tirou isso! Prove que me ama! Prove
que ama o nerd que ninguém quer.
E do nada eu o toquei nos lábios. Ele se assustou a primeiro
momento. Nos soltamos e eu gritei para todos que estavam na lanchonete algo que
eu nunca pensei em pensar. Gritei que eu amava um nerd fã de Star Wars. Gritei
que eu sempre escrevi pensando nele. Gritei que eu sempre gostei de Mario, mas
nunca quis confessar. Gritei que esse fã de livrarias era a coisa mais
importante para mim naquele momento. Gritei até ficar com preguiça. Aí eu
acordei de uma realidade que mais parecia com um pesadelo. Pra quê enlouquecer
se ninguém vai enlouquecer junto com você? Pra quê gritar o amor se depois você
vai ficar com a garganta doendo? Pra quê madrugar se podemos sonhar com o
impossível? Pra quê?”
Rafaela. 14 anos. Leonina. Pavio curto. Fã do AC/DC e dos Beatles. Escreve quando está com inspiração. Adora chocolate e sorvete. Tem medo de prédios muito altos, mas sem quis saber a sensação de se jogar de um.
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