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Resenha: orgulho e Preconceito (2005)

Esses dias eu estava sem nada pra fazer. Como assim? Já tinha lavado a louça. Voltando ao assunto, eu fui procurar um filme para assistir. O que eu fiz? Nosso amigo Google ajudou! Fui procurar os filmes da minha listinha de coisas que virei a procurar num futuro próximo. Qual era o primeiro filme? Orgulho e Preconceito! Sim, eu já tinha ouvido falar nessa obra, mas não conseguia achar para assistir no Youtube. O que foi que eu fiz? Deixei a preguiça de lado, peguei o lençol mais grosso que achei e passei as duas melhores horas do meu sábado com o chat do Facebook desativado e os olhos no VimeoCara, cinco minutos depois lá estava eu novamente pesquisando no Google. O quê exatamente? TUDO sobre esse filme. Bem, sobre o quê é? As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.
O que eu achei? Espetacular! Algumas pessoas dizem que essa não foi a adaptação mais fiel ao livro homônimo, mas eu contradigo tal afirmação. O filme é sim fiel, mas não supera a série da BBC. O Darcy do MacFandyen (ô voz de barítono!) foi melhor que o do Colin Firth (me julguem) e a Keira estava anoréxica no filme. Alguns dizem que é um filme parado. Inocentes. Está tudo subtendido nos gestos e nas palavras de cada personagem. É engraçado, vazio e imperfeito. Paradoxo? Não. A blogueira bebeu? Talvez. Orgulho e Preconceito é de fato um filme que deve ser assistido diversas vezes. Não é difícil de entender, não tem um beijinho sequer (olhe as cenas extras ou vá nesse link) e não chega a ser clichê. Vale a pena? Muito.

Cenas preferidas:

"Eu a amo. Ardentemente"





Acir, hacer, adeus

E era agora que Acir perderia seu mais importante pilar. Ele realmente acreditava no amor em sua forma mais melosa possível: com flores, presentes baratos e doces que mal sobravam para o amanhã, eu te amos inesperados no meio da tarde, abraços que demonstrassem a posse de Acir sobre o grande e misterioso pilar, talvez o único de sua vida.
E agora era uma tarde quente. Não havia brisa que cessasse aquele calor que se misturou com o medo. Lá estava ela: deitada no tapete do apartamento dele, só com uma camiseta e calcinha. O sorriso expresso nos olhos fechados, guardando os mistérios não descobertos nesses três anos. Ela era tão feliz que até em seu descanso havia sorrisos. Mas ela era feliz ao lado dele? Pergunta perturbadora.
E as costas de Acir ainda estavam riscadas em forma de constelações não aceitas pela astronomia. Então ela dizia: “suas costas são céus, e suas pintinhas são estrelas”. Ele ouviria isso novamente? Por que tantas perguntas?
E os dois não desatavam o nó que era o abraço frio oposto ao calor do Nordeste. Não era a melhor posição do mundo, mas era compartilhada com a pessoa que fazia aquele maldito e poluído mundo melhor. Ou mais habitável.
E agora ela acordava e mandava que ele a soltasse. Ele obedecia prontamente. Ela recolocava a bermuda comprada por menos de dez reais e escrevia um certo bilhete difícil de entender. Acir não impediria a queda do seu templo.
E agora as únicas coisas deixadas por ela eram o moço tolo e iludido, e o bilhete. AH! O bilhete!
Acir
Hacer
Adeus
E Acir agora afirmava: a solidão é parte da paixão. Mas o problema é que só revela-se no final. Maldito final.

E agora? A brisa do amor sopraria novamente, ou levaria as expectativas de um Acir escasso de Pilar?