... e BUUUM! Um bom livro. Será mesmo que a estupidez é o melhor caminho num mundo onde a inteligência soberba é mal-vista? O livro de estréia de Martin Page conta a jornada de Antoine, que acredita que a ignorância é um dom. Então ele decide para de sofrer por causa de uma consciência que o impede de aceitar as injustiças do mundo, ele resolve virar estúpido. Sua primeira tentativa, a de virar alcoólatra, ele falha miseravelmente. Depois do trágico incidente, ele vai parar no hospital, onde conhece uma moça suicida (mal-sucedida) que lhe sugere um curso para suicidas. Isso mesmo. Ele desiste logo na primeira aula e tenta até o inimaginável: retirar uma parte de seu cérebro. Diante de vários fracassos, em sua última tentativa, seu médico receita o antídoto para a inteligência: o Felizac, um antidepressivo que eu não receitaria a ninguém. Ah, é só tomar essa bagaça e tá tudo certo? Não, depois que ele consegue um emprego na corretora de ações de um ex-amigo de Antoine, a história finalmente se desenrola.
Ah, e preciso citar a ótima construção dos personagens. O meu preferido foi, sem dúvidas, o Aslee. Tá, mas quem é Aslee? É o amigo mais... excêntrico do Antoine. Ele brilha no escuro, só fala em versos e é gigantesco. Só isso.
Tá, e que nota eu daria? Quatro de cinco estrelas. Por quê? Porque o final me decepcionou de um modo que eu não posso expressar direito. Fora isso, Martin Page fez um dos melhores livros que eu já li.






Rafaela. 14 anos. Leonina. Pavio curto. Fã do AC/DC e dos Beatles. Escreve quando está com inspiração. Adora chocolate e sorvete. Tem medo de prédios muito altos, mas sem quis saber a sensação de se jogar de um.