Sabe com o
que eu sonhei? Nós dois num jardim muito bonito. Coitada das flores. Pisoteamos
e nos deitamos em cima delas. Foi um belo sonho. Não por causa das flores. Mas
porque você estava lá. Meu Deus! Como você estava lindo no sonho. Você usava
uma camiseta cuja estampa era da minha banda favorita, e claro, a calça jeans
surrada. Eu usava um vestido azul, a sua cor favorita. No final, a gente se
beijava.
Quando eu
acordei do sonho, chorei por não tê-lo comigo. Chorei por ser uma idiota
sonhando com algo inalcançável. Enfim, chorei por tudo. Você pode até não estar
ouvindo meus pensamentos sobre você, mas queria que você soubesse que eles não
são nem ruins e muito menos pervertidos.
Durante toda
manhã, que eu passava em casa, pensava no sonho. Tentei dormir novamente pra
saber o final. Não consegui. Tentei me concentrar no desenho animado que era
transmitido pela tevê. Mais uma vez não consegui.
E foi assim
que eu descobri o que era o amor. Também descobri que o que eu senti por você
não era amor. Era ilusão.
E quando
desisti de saber o fim do sonho, consegui dormir. Sonhei com você novamente. Me
apaixonei. A tradução dessa última frase: Me lasquei.
E assim
recomecei o que as pessoas chamam de sofrer, agonizar, morrer lentamente.
P.S.: Volte
ao topo e acompanhe a chamada “tortura”.
Rafaela. 14 anos. Leonina. Pavio curto. Fã do AC/DC e dos Beatles. Escreve quando está com inspiração. Adora chocolate e sorvete. Tem medo de prédios muito altos, mas sem quis saber a sensação de se jogar de um.
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